segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Espada do Grupo Catumbi de Itapocu


Classificação: idiofone. 
Forma de tocar: entrechocado.
Formato: espada.
Componentes: peça única (exceto a do capitão).
Material: madeira rústica.
Peculiaridades: Instrumento não convencional. 
Outras Peculiaridades: Existe dois tipos, a do capitão (01) e dos dançantes (12). A espada do capitão, um pouco maior, possui um complemento de madeira que separa o cabo do fio.
Grupo Folclórico: Grupo Catumbi de Itapocu (Araquari).





Grupo Catumbi de Itapocu
http://www.youtube.com/watch?v=V-nETWR_eaw

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Tambor do Grupo Catumbi de Itapocu

Classificação: membranofone.
Forma de tocar: golpeado/percutido com baqueta.
Formato: cilíndrico.
Componentes: casco (corpo), aros, membranas (inferior e superior) e cordas de afinação.
Material: madeira, couro e corda.
Peculiaridades: madeira do tambor - "olandim" (madeira leve e rara da região de Araquari).
Outras Peculiaridades: É golpeado por um par de baquetas (madeira dura). A baqueta é também chamada de bimbo.
Grupo Folclórico: Grupo Catumbi de Itapocu (Araquari).



video


Grupo Catumbi de Itapocu
http://www.youtube.com/watch?v=V-nETWR_eaw

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

A Percussão em Santa Catarina: instrumentos de pouca visibilidade


extraído do artigo publicado no XXI Congresso da ANPPOM - Uberlândia 2011

..."Muitas pesquisas etnomusicológicas já dedicaram parte de seus estudos aos instrumentos musicais, como as publicações pioneiras de Setti (1985) e Bastos (1999). De acordo com Satomi (2008), muitos desses estudos elegeram os instrumentos musicais como protagonistas, como por exemplo: a gaita de cabocolinho (Guerra Peixe, 1966); a rabeca, e a maraca e viola (Bispo, 2002), entre outros. Destes trabalhos, no que se refere ao Estado de Santa Catarina, destaca-se a produção do antropólogo Rafael Menezes de Bastos que coordena, há anos, um grupo de pesquisa que estuda os sistemas musicais das sociedades indígenas das terras baixas da América do Sul (TBAS). Porém, mesmo com essas iniciativas, ainda existe uma intensa carência naquilo que se refere à catalogação e registro dos instrumentos musicais utilizados nesses e em outros grupos étnicos e folclóricos, principalmente os instrumentos de percussão.
            Além disso, a pouca visibilidade da percussão, que tem sido traduzida como uso restrito ou nulo de instrumentos dessa natureza pelos grupos, não parece se constituir como tal. Ao contrário, há o entendimento que aponta para a minimização da importância de estudos que dêem visibilidade para estes agrupamentos e, por conseqüência, para os estudos que se dediquem a investigar a utilização desse tipo de instrumento musical nas manifestações artísticas e culturais catarinenses. Por meio dessa investigação se pode perceber que a utilização de elementos percussivos nos grupos folclóricos de Santa Catarina, em sua variedade e quantidade, é muito mais ampla do que se pensa"...

Luciano Candemil e Rodrigo Paiva

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Instrumentos de Percussão


extraído do artigo publicado no XXI Congresso da ANPPOM - Uberlândia 2011

            .... "De acordo com Rocca (1995) em sua obra “Ritmos Brasileiros e seus Instrumentos de Percussão” estes são os instrumentos musicais mais antigos que existem, visto que foram encontradas, em muitos sítios arqueológicos, representações de pessoas dançando em torno de um tambor, de objetos musicais como toras de árvore fossilizadas - possivelmente utilizadas como tambores primitivos, assim como diversas versões de litofones. Talvez, por isso, a percussão seja a forma de instrumento musical mais antiga, dado que qualquer objeto consegue produzir sons simples como bater, raspar, etc. Nesse sentido é possível ousar dizer que a percussão é tão antiga quanto a raça humana. Segundo Dinho Gonçalves,

(...) o primeiro impulso sonoro do homem, pode ter sido o de bater palmas dentro de certa cadência rítmica ou a busca de reproduzir os sons que escutava na natureza. Pedras encontradas em escavações, possuíam tamanhos semelhantes com formas convexas que se adaptavam à empunhadura da mão humana. Acredita-se que eram golpeadas uma à outra para produzir um som. (...) (GONÇALVES, 2009).

            No que se refere à classificação, embora coletivamente sejam chamados instrumentos de percussão, essa categoria pode ser subdividida por diversos critérios. Segundo Rocca (1995), as formas mais comuns de classificação dividem os instrumentos de percussão por definição do som (se podem produzir sons de altura determinada ou indeterminada), por método de execução (percussão, agitação ou atrito) ou por elemento produtor de som (idiofones, membranofones e cordas percutidas). Uma vez que nenhuma dessas formas é completa, em geral elas são combinadas.
            Muitas sociedades possuem músicas inteiramente executadas por instrumentos de percussão, particularmente tambores, que estão entre os instrumentos mais antigos do mundo. É possível, portanto, afirmar que falar em percussão, é de certa forma, também falar da história da humanidade, ainda que tal amplitude não seja valorizada, ou apresente pouca visibilidade em muitas sociedades, como é o caso de Santa Catarina."...

Luciano Candemil e Rodrigo Paiva